Freedom

Género: Mini-Série [OVA] (8 episódios)
País: Japão
Ano: 2006
Categoria(s): Sci-Fi | Aventura
SINOPSE
“In the 23rd century mankind has firmly entrenched itself in a moon colony which originally was intended to be a stepping stone to Mars but became a permanent refuge when a global catastrophe wrecked the environment of Earth. Built into a domed megalopolis called Eden, it now serves as a peaceful place for people to live out carefully-regulated lives. 15-year-old Takeru, on a period of freedom between his compulsory education and mandated future position, wastes his time racing bikes with his friends and against a rival biker group. When an accident earns him outside “volunteer work” as punishment, he discovers a picture that seems to have fallen from the sky, one which intrigues him with the image of a pretty girl and suggests that the supposedly-barren Earth may not be so uninhabitable anymore. That picture sets him on a course which threatens to shake Eden to its foundations and send him flying across space to find the girl in the photo.”
REVIEW
Originalidade: 7 - Um cenário que não é de todo pouco familiar mas a palete de cores alegres cell shading dão-lhe um aspecto singular, tal como alguns designs tecnológicos.
Grafismo: 10 - A pormenorização básica de delineação das personagens é sobreposta á clareza das expressões corporais e faciais. Muito agradável de ver.
Enredo: 7 - O estado de espírito confere leveza a toda a história mas nunca se tem verdadeiramente a noção de perigo. Boa estruturação de ligação entre as personagens mas previsível e ingénuo em eventos.
Banda Sonora: 6.5 - Bom uso de synths que ajuda a realçar emoções mas que nunca chega a maravilhar.
Captação/Efeitos de Som: 10
CLASSIFICAÇÃO GERAL: 7.5
Esta série pode afastar boa parte da audiência alvo devido ao factor ingenuidade acima referido. É preciso alguma tolerância para se apreciar a história.
Pale Cocoon

Género: Curta-Metragem [OVA]
País: Japão
Ano: 2006
Categoria(s): Post-Apocalyptic | Investigação | Sci-Fi
SINOPSE
“A future where the continuity of history has broken off, a world of enormous ruins that continues endlessly. Oceans and continents have vanished, existing only within the archives brought up from the remains. Ura works in the Archive Excavation Department, which restores and analyzes the data left behind. One day, he finds a disturbing visual record…”
REVIEW
Originalidade: 6.5 - O cenário de um mundo subterrâneo num era pós apocalíptica não é de todo original. Mas há que dar o mérito em testemunhar pela primeira vez um grupo de pessoas que procura recuperar informação computorizada através do código binário.
Grafismo: 10 - A experimentação de ângulos contribui muito em prol desta curta que se concentra em pensamentos. O brilho das cores (principalmente a chuva de partículas nas escadas) dá uma beleza de ansiedade no que se esconde na superfície.
Enredo: 8 - Poucas deixas. Duas personagens. E um fantástico twist nas últimas cenas.
Banda Sonora: 7.5 - Alguns interlúdios de piano e pouco mais. O suficiente.
Captação/Efeitos de Som: 8
CLASSIFICAÇÃO GERAL: 7.5
Uma pequena história sobre a compensação na persistência. Revela um final surpreendente.
Kakurenbo

aka: Kakurenbo: Hide and Seek (EUA, Europa)
Género: Curta-Metragem
Ano: 2004
Categoria(s): Terror | Suspense
SINOPSE
“The multi-award-winning anime short KAKURENBO fashions a supremely creepy tale of atmospheric horror based on the Japanese superstition that children who play hide-and-seek after dark will be kidnapped by demons. The story centers on a little boy named Hikora, who sets out to play a variation of hide-and-seek known as Otokoyo in order to search for his sister, Sorincha, who has gone missing after playing the game. Taking place at night and requiring its players to wear fox masks, Otokoyo finds Hikora following a fellow player who may or may not be his sister through the eerily deserted, nocturnal city streets and into a secret neighborhood called “Demon City,” where flickering street lights heighten the gloom and illuminate sinister statues that seem to spring to life. Deftly sustaining an aura of dread, KAKURENBO transcends the limitations of its length by packing its 25 minutes with well-developed characters, richly detailed writing, and gorgeous computer animation.”
REVIEW
Originalidade: 7 - O cenário que envolve crianças e criaturas no escuro já é um clássico em terror. Porém, o jogo em si é original.
Grafismo: 10 - Usa basicamente o mesmo sistema que Freedom. CG & cell shading.
Enredo: 8 - Sendo isto uma curta basicamente mais de acção, é bom notar que com poucas falas conseguiram criar um belo “twist” no final.
Banda Sonora: 8 - Os intrumentos tribais dão maior ênfase ao ritmo frenético da curta.
Captação/Efeitos de Som: 10
CLASSIFICAÇÃO GERAL: 8.5
Uma curta metragem que premia o espectador com bastante acção e um fim que revela mais do que aparenta ser.
RetrOsvaldo - Gambys
Hoje nesta minha pequena e desinteressante rúbrica trago-vos algo que provavelmente nunca ouviram falar. Estavamos nos anos 90 e toda a gente andava maluca com o mundo dos videojogos, a antecipação pela primeira Playstation, o lançamento da Saturn, etc..
Entretanto, escondidos num qualquer estúdio, perdidos entre apontamentos, sketchs e imensas linhas de código, um grupo de programadores tugas (VIAGEM e PORTIDATA) fazia pela vida. Queriam eles criar o que seria o primeiro jogo português, e se por acaso me engano ao dizer que este foi o primeiro, então corrijo-me, queriam criar o primeiro jogo de jeito português.

E os meus caros leitores perguntam-se agora, como raio sei eu isto sobre este pequeno jogo altamente desconhecido. A resposta é bastante simples, em meados de 1993 eu comprei esta peça de perfeição tuga.
Podem tentar Googlar à vontade, o máximo que vos aparece (de jeito) é a página do designer de onde tirei estas imagens (créditos para Luis Peres), todo a restante informação são comentários de pessoal ao jogo, novamente O Blog do Osvaldo na vanguarda de desenterrar coisinhas antigas.
Mas vamos então falar do jogo em sí que é o que interessa.
Gambys é um jogo simples mas que se pode tornar excepcionalmente irritante após algumas horas. Não por ser chato mas porque nos confronta com situações que digo-vos, só me apetece pegar na Colt 45 e enfiar três balázios no monitor.

Existem Gambys (gambozinos já agora) bons e maus, nós “controlamos” os bons, e os maus estão lá para estragar tudo. Querem eles impedir que os Gambys bonzinhos reparem os danos causados ao planeta pelo ser humano, para isto toca a encher de cimento todas as coisas belas do mundo. Refiro desde já que Gambys é o jogo mais verde de sempre
pois já se preocupava com o ambiente quando toda a gente pensava que o planeta durava para sempre.
O jogo consiste em libertar os blocos de cimento que ocultam as imagens da natureza, para isto podemos usar os gambozinos ou então apanhar armas (as últimas sendo bastante mais eficazes mas muito mais raras). Enquanto tentamos a largo custo limpar o território, proteger os nossos Gambys dos maus (usando gambozinos guerreiros e a caçadeira :P), evitamos feitiços dos Gambys feiticeiros maus e atiramos poções para os nossos Gambys feiticeiros bons, ainda temos de nos preocupar com um relógio que imperdoável. Parece fácil, mas não…..não é…..!

O jogo integra uma banda sonora sublime e os gráficos são bastante bons, com um ar abonecado cativante, o interface esse era com o rato (o que num 486 com DOS foi uma “#$(&”# para jogar, tinha de criar uma disquete de arranque e retirar metade dos controladores para ter memória suficiente) e não vou sem referir…o jogo tinha 5 línguas…uma das quais a Lusitana duh.
Infelizmente ainda estou a tentar emular este jogo via DOSBox para gravar um vídeo da jogabilidade, por agora deixo-vos com os screenshots do designer e com a promessa que não se arrependerão de o jogar.
Notas:
Jogabilidade: 9
Música: 9
Gráficos: 9
Longevidade: 9
Plataforma: DOS/Windows/DOSBox
Onde encontrar: Não faço a mínima ideia, vou contactar os criadores do jogo e se estes autorizarem colocarei um link de download aqui no Osvaldo com a versão completa e as instruções para correr a mesma nos computadores de hoje, caso não os encontre, porque não há rasto deles, bem, coloco o link na mesma :P.
Parasaito Doruzu

aka: Parasite Dolls (EUA, Europa)
Género: Mini-Série [OVA] (3 episódios)
Ano: 2003
Categoria(s): Sci-Fi | Investigação | Psychological | Acção
SINOPSE
“Beauty is only skin deep, but when you can’t see beneath the skin, how can you know what you’re really dealing with? In a world where perfect androids called Boomers have infiltrated every aspect of society, it’s the job of Branch to maintain peace between the people and the plastic. Unfortunately, not all boomers are created perfect, and when boomers go bad, people die. The thin blue line that separates man from machine is about to meet its most horrifying test in Parasite Dolls.”
REVIEW
Originalidade: 6.5 - A credibilidade deste mundo futurista torna-o original (infelizmente) em comparação com séries do mesmo género. A questões existenciais de IA é que são mais que comuns.
Grafismo: 9 - Existem pormenores interessantes a nível de detalhe, dando á cidade uma atmosfera de medo e decadência.
Enredo: 10 - Aqui que Parasite Dolls se destaca significativamente. A necessidade de contar uma boa história (dividida em 3 capítulos) com imagens explicítas torna-a afeiçoável e credível. O selo de maiores de 17/18 anos aplica-se neste caso visto haver nudez, sexo, prostituição e violência.
Porém, a sensibilidade não é gratuita visto haver uma forte componente política e existencial ao longo dos episódios.
Banda Sonora: 9 - As músicas são limpídas e tenebrantes. Adequam-se bem ao mundo de Megatokyo.
Captação/Efeitos de Som: 8
CLASSIFICAÇÃO GERAL: 8.5
Somente para fans de sci-fi e cyber punk que apreciam séries com um bom enredo político, policial e violentamente explícito.
Gin-iro No Kami No Agito

aka: Origin: Spirits of the Past (EUA, Europa)
Género: Filme
País: Japão
Ano: 2006
Categoria(s): Post-Apocalyptic | Sci-Fi | Acção | Fantasia
SINOPSE
“In a post-apocalyptic future, Neutral City has sprung up on ruins located between the militant nation of Ragna and the sentient forest that controls the area’s water supply. While on an adventure one day young Agito, whose father helped found the town, falls into some deep ruins. There he discovers a stasis structure that still contains one perfectly-preserved living person: a girl named Toola, who comes from the civilization prior to the calamity that destroyed the Moon and ravaged the Earth. Accidentally awakening her, Agito helps Toola adjust to this very different new world, but she has trouble accepting it and is swayed by Colonel Shanuck of Ragna, a man who, like her, awakened from stasis a few years earlier, and seeks a device that could undo the damage done to the world – and Toola is, of course, the key to finding and activating it. But activating Istok could just as well be the doom of the world as its salvation, and that is something the forest will not allow.”
REVIEW
Originalidade: 6 - Machina vs Natureza. Embora a história seja ligeiramente deturpada no que é típico, o mundo não é de todo estranho. Existem 3 facções, duas delas já apresentadas, e a terceira Neutral City onde o próprio nome indica a origem do bom da fita.
Alguns veículos militares de Laguna são peculiarmente diferentes mas nada extravagante ou inventivo.
Grafismo: 10 - Desenho em muito semelhante a Princess Mononoke com a inclusão de alguns elements CG ao longo do filme.
Enredo: 7 - Faltou um pouco de profundidade e amadurecimento na história. Existem momentos verdadeiramente desapontantes e “cheesy”.
Banda Sonora: 8 - Influências folk e tribais. Uma música realça mais que as outras e também a única mais elaborada.
Captação/Efeitos de Som: 9
CLASSIFICAÇÃO GERAL: 7.5
O filme embora não carece de uma história minimamente interessante, é uns degraus abaixo de Princess Mononoke.
A classificação geral reflecte em comparação com outros animes do mesmo género.
Kauboi Bibappu: Tengoku No Tobira

aka: Cowboy Bebop: The Movie (Internacional) | Cowboy Bebop: Knockin’ on Heaven’s Door (EUA)
Género: Filme
País: Japão
Ano: 2001
Categoria(s): Acção | Sci-Fi
SINOPSE
“The crew of the Bebop is pursuing a bounty on Mars, but things quickly turn ugly as an explosion unleashes a biological weapon upon the Martian populace.
As Spike and company delve deeper into this mystery, a man named Vincent emerges from the shadows, and soon the crew is in for the fight for their lives. But what can they do against an opponent who may already be dead?”
REVIEW
Originalidade: 8 - A mesma perspectiva mantém-se.
Grafismo: 10 - Aqui os gráficos parecem ser ligeiramente mais limados que na série.
Enredo: 10 - Os guionistas deram continuidade à intensidade emocional dos últimos episódios da série e elevaram-no a um final comovente.
Banda Sonora: 10 - Mesma banda sonora.
Captação/Efeitos de Som: 10
CLASSIFICAÇÃO GERAL: 10
É o premiar ao fim de 26 episódios. Um ponto final com classe.
Kauboi Bibappu

aka: Cowboy Bebop (EUA, Europa)
Género: Série (26 episódios)
País: Japão
Ano: 1998
Categoria(s): Acção | Sci-Fi
SINOPSE
“Spike Spiegel is a bounty hunter with a dark, violent past. Nowadays, he roams between the seedier colonies of space along with his partner Jet Black and their spaceship Bebop as they try to catch a bounty or two, barely making a living at it. Some of their bounties, like the mysterious Faye Valentine and the intelligent ‘data dog’, Ein, end up as fellow partners. Is Spike trying to justify prior misdeeds by working for the right side of the law? What will happen when his past catches up to him? And what of the pasts of his fellow shipmates? Will any of them survive long enough to find out?”
REVIEW
Originalidade: 8.5 - A música, grafismo e estilo das personagens conferem a esta série uma identidade muito própria embora pouco há a retirar em idéias inventivas ao longo do guião ou mundo(s).
Grafismo: 9.5 - A caracterização fisionómica das personagens parece em parte inspirado em Lupin, destacando-se assim dos demais. Esta série tem uma idade considerável mas nada que com um pouco de tolerância se perceba que artisticamente é melhor que muitos animes contemporâneos.
Enredo: 9 - A maioria dos episódios centram-se em casos únicos e lentamente consegue-se reunir informações sobre cada personagem. Porém, só mesmo nos últimos episódios é que as personagens tentam resolver o seu passado mudando o ritmo da série drasticamente. Esta transição não perturba a experiência intensa no geral mas o desenvolvimento devia ter sido estrategicamente melhor pensado.
Banda Sonora: 10 - Jazz & Blues. Estes dois géneros de música em muito são predominantes no estilo da série. Uma das melhores bandas sonoras em anime.
Captação/Efeitos de Som: 10
CLASSIFICAÇÃO GERAL: 9.5
No que já é considerado um clássico para todos os amantes de sci-fi e acção.
RetrOsvaldo - Little Big Planet
Nos tempos que correm, poucos são os jogos que nos prendem ao comando por mais que uma ou duas horas. Ultimamente com a corrente de maus títulos que faz adivinhar um novo Crash dos Videojogos (a lembrar 1983) poucos são os que realmente fazem o olho cintilar e perder a cabeça gastando as últimas milenas que se encontram no fundo da carteira.
Mas, para compensar, há aqueles deuses dos videojogos que se lembram de fazer algo novo e estupidamente viciante, jogos que pouco lembram a realidade e que nos transportam para um mundo repleto de cor e fantasia. Se não tivessem lido o título deste post provavelmente estariam a pensar na Nintendo e qualquer título da supra-sumo dos jogos infantis, mas enganam-se, foi a Sony que num acto de possível loucura lançou um jogo que consiste em…brincar.
Parece-vos idiota não? Mas enganam-se. Little Big Planet para a Playstation 3 é sem sombra de dúvida a melhor razão para comprar a consola.
O jogo consiste em viajar pelo espaço de planeta em planeta e brincar, brincar com o nosso Sackboy (também referido como Sackperson) que no fundo é um boneco de malha com botões como olhos. É incontável o número de horas que são perdidas à procura de novos acessórios e segredos durante os níveis. Estes permitem costumizar o nosso Sackboy com um nível de “fofinhice” incrível. Quer queiramos fazer um mexicano pistoleiro verde ou um nobre francês vermelho, tudo é possível com esta brincadeira de jogo.

E se pensam que o jogo é fácil, enganam-se. Atingir objectivos como nível perfeito, 100% e todos os objectos recolhidos requer paciência, atenção, perspicácia e em alguns casos, um amigo. Existem secções em cada nível que apenas podem ser alcançadas com a ajuda de um segundo jogador com o seu Sackboy.
O conceito de multi jogador é algo de nunca visto, se os amigos vierem lá a casa não existe tal coisa como ficarem a ver o jogo, o modo de aventura pelo espaço permite até 4 jogadores ao mesmo tempo. Existem também os desafios para ajudar ainda mais a festa, pequenos mini-jogos como o jogo de saltar à corda onde o último Sackboy a cair à água é o vencedor.

O jogo permite ainda criar os seus próprios níveis com os objectos recolhidos e desafiar os seus amigos numa aventura pelo mais difícil nível de sempre.Acompanhando o anterior temos o modo Online, onde podemos fazer download de centenas e centenas de mapas da comunidade, jogar online e no fundo brincar com o mundo. Em termos de grafismo não podia ser mais…fofo…na verdade para um jogo tão simplicista os gráficos são soberbos, quer se fale do detalhe de um puff de malha ou da espada do meu Sackboy. A banda sonora do jogo é estupidamente viciante, de uma animação constante, sempre apropriada ao momento e sem nunca se tornar cansativo de ouvir.
Um must-have para quem jogar apenas quer dizer diversão.
Notas:
Jogabilidade: 9
Música: 9
Gráficos: 9
Longevidade: 9
Plataforma: Playstation 3
Onde encontrar: Lojas de Jogos Novos ou Usados
RetrOsvaldo - Alex Kidd in Miracle World

Em 1986, a Sega lançou um jogo cujo único propósito era fazer concorrência ao Super Mario Bros. da Nintendo. O jogo chamava-se Alex Kidd in Miracle World e foi lançado para a sua consola de 8 bits, a Master System II.
O jogo era bastante comum de encontrar na altura, muito porque vinha incluído na consola e era muitas vezes o primeiro jogo a jogar quando se adquiria a consola.
O príncipe Alex, quando volta à sua terra natal descobre que Janken the Great raptou o seu irmão e tem provocado o caos no reino. Alex tem de viajar por uma variedade de níveis derrotando os súbditos de Janken em jogos de Pedra Papel Tesoura, libertar o seu irmão, derrotar por fim Janken e trazer a paz de novo.
Em termos de gráficos este título era bastante bem composto, muita cor, como é típico da Sega, muita fluidez de movimentos e alguns dos melhores designs em pixels da época. A banda sonora, embora simples era cativante e bastante apropriada ao jogo em questão, esta era bastante orientada para a aventura e para a acção em vez da típica melodia de conto de fadas.
Um dos pontos altos era a jogabilidade, tal como o Mario na NES, Alex podia saltar e movimentar-se durante o salto, os comandos tinham uma boa resposta e em vez de saltar em cima dos inimigos Alex podia dar-lhes socos, queima-los com um anel de fogo, saltar-lhes em cima com uma mota ou disparar balas com o seu helicóptero.
Uma característica interessante do jogo era que durante os níveis era possível recolher sacos de dinheiro. Nos níveis posteriores podiam-se comprar diversos itens em lojas, como vidas, continues, armas, invencibilidade, veículos, etc..
Infelizmente, a Sega lançou mais tarde os jogos do Sonic, isto fez com que Alex ficasse em segundo plano e depois disso poucos jogos foram lançados com a carismática personagem.
Notas:
Jogabilidade: 8
Música: 7
Gráficos: 9
Longevidade: 5
Plataforma: Sega Master System
Onde encontrar: Internet, Lojas de Jogos Usados, Minha Colecção Privada
RetrOsvaldo - Mega Man
Para começar esta nova secção dedicada ao RetroGaming, pensei em falar sobre um jogo que sem dúvida marcou uma geração ou duas…ou até três.

Foi criado pela Capcom, o gigante da indústria que nos trouxe grandes títulos como Street Fighter, Devil May Cry, Resident Evil, entre outros. O Mega Man é sem dúvida um ícone do mundo dos videojogos, preza pela sua acessibilidade e dinâmica de jogo, um título onde estar parado praticamente não existe.
A história é simples, um pequeno robô criado pelo Dr. Light para o ajudar é agora o único capaz de derrotar Dr. Wily e os robôs que este roubou ao bom doutor e reprogramou para o ajudarem a conquistar o mundo.
Para isso Mega é equipado com uma arma no pulso, uma espécie de Blaster que dispara bolas de energia amarelas, isto fez com que fosse baptizado com a alcunha de Blue Bomber.
Para além disso, cada vez que o pequeno robô derrota um dos mestres robô este adquire a sua arma/poder, a qualquer momento durante o jogo é possível mudar para uma arma mais rápida ou mais poderosa para ajudar a destruir as hordas de inimigos que este jogo lança ao jogador.
Notas:
Jogabilidade: 9
Música: 9
Gráficos: 8
Longevidade: 7
Plataforma: Nintendo NES
Onde encontrar: Internet e Lojas de Jogos Usados
Até mais e joguem muito!
Erugo Purakushi

aka: Ergo Proxy (EUA, Europa)
Género: Série (23 episódios)
País: Japão
Ano: 2006
Categoria(s): Post-Apocalyptic | Aventura | Drama | Sci-Fi | Suspense | Acção | Psychological
SINOPSE
“Re-l Mayer is an inspector of the Intelligence Agency and granddaughter of Romdeau’s leader. Romdeau is the only domed paradise city left in the world, all its inhabitants are closely monitored by the Security Bureau and encouraged (or brainwashed) to become the ‘perfect citizen’. The citizens also have Auto-raves which are humanistic robots that help citizens in everyday life. Personal auto-rave assistants also called entourages offer consultation and even tell citizens how to act in this tightly state controlled environment.
During a top secret experiment something goes wrong and escapes into the city. There are reports of auto-raves infected with a new Cogito virus that become self aware and turn on their human masters. While investigating these infections and murders, Re-l finds something more dark and sinister…
“Proxy”
But what exactly is this monster and why is the government doing everything in its power to cover it up?”
REVIEW
Originalidade: 8 - Uma cidade utópica e a noção de um mundo devastado no exterior não é propriamente um bom ponto de partida para qualquer espectador se deixar impressionar. Porém, a originalidade, além de certos processos tecnológicos e de design cyber goth, advém maioritariamente de um guião muito elaborado.
Grafismo: 10 - Alguém poderá afirmar que numa fase mais tardia que a iluminação ou a homegeneidade do céu é um factor possivelmente negativo a ter em conta.
Pessoalmente, é um elemento inteligente que não só demonstra o realismo dos cenários mas que também adiciona mais sombriedade ao argumento.
A caracterização facial das personagens tem uma identidade sóbria fugindo em muito ao típico anime.
Enredo: 10 - A série começa como um drama misterioso para uns poucos episódios á frente sentirmos o sabor do suspense e acção. O enredo é tão irregular em ritmo e imprevisível em eventos que tortura o espectador com mais perguntas do que respostas no final de cada episódio.
Banda Sonora: 10 - A música ambiente está sem dúvida no top dos melhores.
Captação/Efeitos de Som: 10
CLASSIFICAÇÃO GERAL: 10
A série despoleta a curiosidade do próximo episódio através de uma imaginação magistral. Carrega consigo vários géneros devido á irregularidade acima mencionada. Imprescendível para qualquer fan de anime. Um clássico.
Wonderful Days

Género: Filme
País: Coreia do Sul
Ano: 2003
Categoria(s): Post-Apocalyptic | Acção | Sci-Fi
SINOPSE
“Would you know the color “sky blue” if you had never seen the sky in your life? SKY BLUE is a love story set against the forces of destruction, a dystopian vision of Earth’s destiny, yet ultimately a reminder of our hope for the future. In the year 2140, mankind’s reckless exploitation of the environment has sparked a planet-wide catastrophe that has shielded the sun from view and all but ended human civilization on earth. Only a small number of elites possessing power and technology have been able to thrive, building a magnificent, organic city named ECOBAN. Ecoban the city grows by itself like a living plant, utilizing its Delos System to transform carbon compounds into useable energy. JAY is a 19-year-old female trooper of Ecoban who guards the city against the incursions of outsiders. Thousands of refugees have come to Ecoban seeking asylum, but the elites have barred their entry to the city and forced them to settle in the surrounding Wasteland. The refugees have become Ecoban’s workers, known as the “Diggers,” and are forced to mine the Wasteland for the carbonite needed to feed Ecoban. (…)”
REVIEW
Originalidade: 7 - O filme apresenta alguns designs tecnológicos e vestuário próprios além do conceito único de uma cidade ser gerida através de poluição.
Porém, nada genialmente inventivo.
Grafismo: 10 - Uma combinação entre tecnologia CG e animação simples. O contraste é notório mas nada que incomode a vista. Devido a uma limitação parca em cenários, não haverão muitos momentos de deslumbração mas é o mais que suficiente para tornar este filme apetecível.
Enredo: 4 - Uma história típica de rebeldes contra uma força opressora governamental. O desenvolvimento é tão simples que se torna incompreensível as tentativas forçadas de criar reacções no espectador.
Banda Sonora: 7 - Existe uma quase ausência de música que cative durante os momentos de maior acção. O apoteose é sem dúvida o final operático que me fez elevar esta nota consideravelmente.
Captação/Efeitos de Som: 8
CLASSIFICAÇÃO FINAL: 6.5
O filme é definitivamente obrigatório para fans de sci-fi mas somente pelos gráficos. Não esperem nada de inovador ou que vos faça pensar muito.
Bekushiru: 2077 Nihon Sakoku

aka: Vexille (EUA, Europa)
Género: Filme
País: Japão
Ano: 2007
Categoria(s): Post-Apocalyptic | Acção | Sci-Fi
SINOPSE
“2067 : Isolation - Japan seals herself off from the eyes of the world in the face of unilateral international policy setting strict limits on the use of robotic technology. The island nation exists… 2067 : Isolation - Japan seals herself off from the eyes of the world in the face of unilateral international policy setting strict limits on the use of robotic technology. The island nation exists only behind a veil of seclusion. No soul shall enter. No soul shall leave.
2077 : Revelation - The veil is breached. Japan is infiltrated by agents of the organization S.W.O.R.D., a fighting force operating outside of the protection of the United States and her allies. Their mission: Determine if the Japanese are developing banned robotic bio-technology, forbidden due to its threat to humankind.
In the battle between machine and man, humanity stands to suffer most.”
REVIEW
Originalidade: 7.5 - A isolação de um país através de um modo peculiarmente futurista, o equipamento SWORD e outros eventos relacionados unicamente com a história são os pontos mais altos. Dizer mais seria arruinar a experiência.
Grafismo: 10 - Como Wonderful Days, Vexille usa a tecnologia CG misturado com animação simples. Porém, a primeira é mais abundante que a segunda forma.
Pensem no jogo de sombras em Resident Evil: Degeneration e na caracterização facial de Final Fantasy VII: Advent Children e aproximar-se-á do resultado final.
Enredo: 7.5 - Embora forças de rebelião contra a face do mal prevalece, como em quase qualquer outro filme de sci-fi, a carga emocional cumulativa e a inteligência que se desenrola ao longo da história merece alvo de boas críticas. Deixa a certeza que os criadores perderam tempo nesta área mas esqueceram-se de um momento em todo irracional e exagerado no final.
Banda Sonora: 8 - Um bom trabalho na escolha de canções que conta presenças de Asian Dub Foundation ou Prodigy mas que carece um pouco de indentidade própria no geral.
Captação/Efeitos de Som: 10
CLASSIFICAÇÃO FINAL: 8.5
Um filme que é imprescindível para qualquer fan de sci-fi.